Slinky: O brinquedo que surgiu de um navio

Um simples estudo de amortecimento levou à criação de um fenômeno mundial. Slinky é integrante de um grupo de várias invenções que têm origens ligadas aos navios e mares.

Ninguém nunca imaginaria que um pequeno pedaço de mola, estudado por um engenheiro, se transformaria no brinquedo que já vendeu mais de 300 milhões de unidades por todo o mundo.

A história começou com Richard James, engenheiro naval da Marinha dos Estados Unidos, que pesquisava o efeito de molas na estabilização de instrumentos náuticos sensíveis. O americano trabalhava para os estaleiros da William Cramp and Sons, na Filadélfia, Pensilvânia e, enquanto realizava suas experiências, deixou cair acidentalmente uma das molas no chão.

O efeito foi o suficiente para que ele corresse para casa e apresentasse o brinquedo aos filhos e à esposa.

Sendo vendidas originalmente a um dólar, uma simples demonstração das características do Slinky foi o suficiente para vencer a desconfiança original dos consumidores, que a princípio acharam absurdo gastar dinheiro com algo que se encaixa mais em uma caixa de ferramentas do que em um quarto de crianças, e hoje elas são consideradas o Brinquedo Oficial do Estado da Pensilvânia.

A fama dos pedaços de metal não para por aí! Eles foram usados em cartões postais, nos cinemas, no Hall da Fama de Brinquedos Nacionais nos EUA… até para estações espaciais eles já foram enviados para que suas características fossem analisadas. O filme Toy Story e suas sequências trazem uma variação do brinquedo que também fez sucesso entre a criançada: o cachorro-mola Slinky.

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(Imagem: Google Imagens)

Do mar para o lar

Essa não é a única adaptação da vida sobre as águas que chegou às casas das pessoas. A previsão do tempo, a luz traseira dos veículos, o GPS e até as calças boca-de-sino têm conexões com a navegação em suas origens.

Um último exemplo para encerrar a matéria? As baleias cachalotes produzem em seu intestino uma secreção que, ao ser vomitada e exposta ao ar e à luz, adquire um cheiro doce e terroso. Essa substância, chamada de âmbar cinza, âmbar pardo, âmbar gris, ou âmbar de baleia, que aparecia boiando no litoral, era conhecida por marinheiros e foi muito utilizada como fixante de perfume, até que foi substituída por produtos sintéticos!

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Márcio
Aluno do terceiro ano de Náutica, atualmente é o Vice-Presidente do Jornal Pelicano.