Navio vapor Tijuca, afundado na I Guerra Mundial. (Foto: Google Imagens)

A vida de um homem do mar é repleta de perigos e desafios, tanto em tempos de paz como em guerra. Porém, sinistros enfrentados por marítimos em períodos conflituosos são pouco conhecidos do grande publico.

I GUERRA MUNDIAL

Manchete anunciando o ataque alemão à navio mercante na I Guerra Mundial. (Foto: Google Imagens / O Globo)
Manchete anunciando o ataque alemão à navio mercante na I Guerra Mundial. (Foto: Google Imagens / O Globo)

A entrada do Brasil na primeira grande guerra, deveu-se ao torpedeamento de alguns navios mercantes brasileiros, em águas europeias, por submarinos do Império Alemão. Sendo o estopim para o rompimento das relações diplomáticas entre os dois Estados Nacionais, o afundamento em abril de 1917 do vapor Paraná, que levou 3 pessoas a óbito.

Entretanto, uma reação militar brasileira só foi registrada meses depois, após um ataque ao vapor Tijuca. E esta ação consistiu no apressamento de 42 navios alemães em portos brasileiros, como forma de indenização de guerra. Ademais, vale destacar que entre aqueles navios encontrava-se o então navio Salamanca, o qual foi rebatizado de Alegrete, o qual posteriormente serviu como navio-escola para marinha mercante brasileira.

II GUERRA MUNDIAL

Assim como na primeira guerra, o Brasil manteve-se neutro no início da batalha, porém uma triste coincidência empurrou o país para a guerra: O afundamento de navios mercantes.
Infelizmente, a segunda guerra foi muito mais sangrenta para os marítimos, em relação a primeira, pois durante o conflito aproximadamente 35 embarcações foram atacadas, vitimando cerca de 1080 pessoas. E dentre estas se destaca José Francisco Fraga, tripulante do navio Taubaté, e também o primeiro brasileiro morto na II Guerra Mundial. Além disso, outro registro importante deste período foi o afundamento do navio Alegrete, em 1942, todavia todos os seus tripulantes foram salvos.

Desta maneira, devemos sempre homenagear os atos de bravura realizados por estes homens, que não abandonaram seus postos e cumpriram dever de abastecer o nosso país com suprimentos, mesmo estando em tempos hostis. Salve a mercante nação brasileira!

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Fabricio
Aluno do 2º ano de Náutica da EFOMM, Coordenador-Geral do Jornal Pelicano e Vice-Presidente do Grêmio de Relações Internacionais.